quinta-feira, 29 de setembro de 2011

RESUMO DO FESTIVAL DO RIO 2010


















Os grandes filmes, os grandes diretores já consagrados por outras produções e os títulos badalados nos maiores festivais do mundo compõe um painel abrangente do Panorama do Cinema Mundial - a mostra que destaco aqui, entre todas as Mostras que compõem o Festival do Rio.

Neste ano, serão mais de 70 filmes, oferecendo ao público os filmes que foram falados durante todo o ano. O público carioca poderá ver os últimos trabalhos de diretores consagrados como:
■ Woody Allen (Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos)
■ Ken Loach (Route Irish)
■Michael Winterbottom (The Killer Inside Me)
■Julio Medem (Um Quarto Em Roma)
■Susanne Bier (Em Um Mundo Melhor)
■Todd Solondz (A Vida Durante a Guerra)
■Gregg Araki (Kaboom)
■Jia Zhang Ke (Memórias de Xanghai)
■Zhang Yimou (A Woman, a Gun and a Noodle Shop)
■Sharunas Bartas (Renegado do Leste
■Danielle Luchetti (La Nostra Vita)
■Mika Kaurismäki (O Ciúme Mora Ao Lado)

Além dos aguardados segundos trabalhos dos diretores Anton Corbijn (The American) e Xavier Dolan (Les Amours Imaginaires).

As obras premiadas nos maiores festivais do mundo também vem: do Festival de Cannes vieram os vencedores dos quatro principais prêmios de 2010:
■Tio Boonmee que pode recordar suas vidas passadas/ Uncle Boonmee Who Can Recall His Past Lives, de Apichatpong Weerasethakul, vencedor da Palma de Ouro
■Turnê / Tournée, de Mathieu Amalric, Prêmio de Melhor Direção
■Des Hommes Et Des Dieux/ Of Gods And Men, de Xavier Beauvois, Grande Prêmio do Júri
■Poesia / Poetry, de Lee Changdong, Prêmio de Melhor Roteiro
■Cópia Fiel / Copie Conforme, de Abbas Kiarostami, que rendeu a Juliette Binoche o Prêmio de Melhor Atriz.

Serão exibidos ainda diversos títulos que passaram pelo festival francês:
■No Princípio / À L’origine, de Xavier Giannoli
■A Empregada / The Housemaid, de Im Sang-Soo
■Fora da lei / Hors La Loi, de Rachid Bouchareb
■Contos da Era Dourada / Tales From The Golden Age, realizado por cinco diretores romenos incluindo Constantin Popescu e Cristian Mungiu.
■A Autobiografia de Nicolae Ceausescu, de Andrei Ujica.

Outros destaques da seleção incluem:
■Ela, a chinesa / She, a Chinese, de Xiaolu Guo, vencedor do Leopardo de Ouro no Festival de Locarno de 2009
■ gt;Curling, de Denis Côté, Prêmio de Melhor Direção no Festival de Locarno de 2010
■Minhas mães e meu pai / The Kids are all Right, de Lisa Cholodenko
■Uma família / En familie, de Pernille Fischer Christensen
■A Solidão dos Números Primos / La Solitudine Dei Numeri Primi, de Saverio Costanze
■Gainsbourg – Vida Heroica / Gainsbourg - Vie Héroïque, de Joann Sfar, que conta a história de vida do músico e ícone Serge Gainsbourg

Alguns documentários muito esperados pelo público também integram a Panorama: Women are Heroes, de JR, que colheu depoimentos de mulheres vivendo em locais inóspitos do Quênia, Camboja, Índia e até mesmo do Rio de Janeiro, e Nostalgia De La Luz, do veterano Patricio Guzman, sobre o deserto do Atacama e grupos de mulheres que procuram corpos de seus maridos desaparecidos durante a ditadura chilena.

E o público carioca verá a premiere mundial do grande documentário José & Pilar, de Miguel Gonçalves Mendes, que revela o dia-a-dia do escritor José Saramago e sua companheira, a jornalista espanhola Pilar Del Río. A minissérie Carlos, dirigida por Olivier Assayas para a televisão francesa – um dos filmes de maior destaque do Festival de Cannes deste ano, será uma oportunidade para o público carioca numa das raras exibições em festivais.

E diretamente do Festival de Veneza, Essential Killing, de Jerzy Skolimowski, vencedor do prêmio de melhor ator para Vincent Gallo e prêmio especial do júri chega de braços dados com o grande vencedor do Leão de Ouro, a última obra de Sofia Coppola, Somewhere. Para serem degustados neste grande banquete

RESUMO DO FESTIVAL DO RIO 2009.






O Festival do Rio 2009

A edição 2009 do Festival do Rio esteve em toda a cidade de 24 de setembro a 8 de outubro. Mais informação sobre a Mostra Especial Gay não só de 2010 e 2009, mas tambem de 2008 & 2007, encontra-se em postagens publicadas em paragrafos a seguir.

O Festival do Rio é o maior festival de cinema do Brasil e da América Latina, com atenção e cobertura massivas da mídia. A cada ano, as principais produções dos festivais de Cannes, Sundance, Veneza e Berlim são apresentadas ao público brasileiro durante o evento. Filmes inéditos no Brasil, com premieres internacionais, latino-americanas e nacionais, confirmam a importância do Festival do Rio como porta de entrada para o cinema na América Latina e a maior vitrine para o cinema independente no Brasil.

O público viu mais de 300 longas e curtas metragens, vindos de mais de 60 países, nas mostras Première Brasil, Panorama Mundial, Expectativa, Limites e Fronteiras, Mostra Geração, Dox, Midnight Movies, Mundo Gay e Pocket Films, entre outras.

No Ano da França no Brasil, o Festival do Rio teve a honra de abrir os braços à cinematografia do país – representado todos os anos no evento – apresentando ao público uma grande homenagem ao canal de televisão ARTE e acolhendo a grande dama do cinema mundial, Jeanne Moreau, convidada de honra: Mais de 90 filmes espalhados pelo festival, estreitando ainda mais uma amizade já consolidada.

A Première Brasil, coração do Festival do Rio, trouxe ao público e ao mercado internacional cerca de 60 filmes brasileiros inéditos, em sua grande maioria em premiere mundial.

O Festival do Rio consolida também sua posição como plataforma de encontros de negócios para toda a área do audiovisual. Durante duas semanas, seminários, mesas redondas e encontros de projetos nas áreas de distribuição, co-produção e tecnologia enchem as salas do RioMarket, no pavilhão do Festival do Rio. Os principais executivos da indústria vêm ao Rio durante o evento, para encontrar novos parceiros de negócios e estabelecer co-produções com o cinema brasileiro. Além disso, têm a chance de fazer "networking" e conhecer mais de perto o Brasil, o 9º mercado audiovisual mundial.

No Pavilhão do Festival, realizou-se também o Cine Encontro, discussões do público com os diretores e atores da Première Brasil. O púbico teve ainda a chance de participar de outros debates sobre o mercado cinematográfico e ter acesso gratuito ao lounge de games baseados em grandes filmes.

A Prefeitura do Rio de Janeiro, em 2009, voltou a se juntar aos grandes patrocinadores do Festival do Rio, juntamente com a Petrobras e a Oi.

O Festival do Rio em 2009 levou ainda, a mais de 20 novos locais de exibição, uma programação especial e gratuita para todos os públicos. Na parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro, o Festival se estendeu por toda a cidade, em praças, comunidades e auditórios, abraçando o Rio de Janeiro em um clima de cinema.


O Panorama do Cinema Mundial se faz presente logo na abertura, com Aconteceu em Woodstock, de Ang Lee, sobre o festival que marcou toda uma geração. Outra produção muito esperada é Abraços Partidos, último filme do espanhol Pedro Almodóvar, que rendeu a Penélope Cruz o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante de 2009.

Vencedor da Palma de Ouro no último Festival de Cannes, The White Ribbon, de Michael Haneke, conta uma história passada numa pequena cidade da Alemanha às vésperas da Primeira Guerra Mundial. E The Messenger, dirigido por Oren Moverman, ganhou o Urso de Prata de melhor roteiro no Festival de Berlim.
Bastardos Inglórios, de Quentin Tarantino, encerrou o festival e trouxe ao Rio de Janeiro o
aclamado diretor. Na produção, o ator Brad Pitt é um soldado do estado do Tennesse, e o longa conta uma história sobre militares americanos encarregados de espalhar o terror durante o Terceiro Reich.


A Mostra "Panorama Mundial" trouxe ainda filmes de John Woo, François Ozon, Werner Herzog, Agneés Varda, Manoel de Oliveira e muitos outros.

Vencedores - Trofeu Redentor

Na cerimônia de encerramento em 8 de outubro no Odeon Petrobras, foram anunciados os vencedores do Troféu Redentor de 2009. O júri oficial foi composto pelo diretor argentino Fernando Solanas (Presidente), o produtor alemão Roman Paul, o diretor e produtor francês François Sauvagnargues, a cineasta Helena Solberg e a atriz Julia Lemmertz.

O grande vencedor da noite, cumulando o Troféu Redentor de Melhor Longa-Metragem de Ficção e o Prêmio Fipresci, foi Os Famosos e os Duendes da Morte, primeiro longa-metragem do diretor Esmir Filho. O Prêmio Fipresci foi decidido por um júri composto por Paulo Portugal (Presidente), Rodrigo Fonseca e Mario Abadde.

O prêmio de Melhor Documentário foi dividido entre Dzi Croquettes, de Tatiana Issa e Raphael Alvarez, e Reidy, A Construção da Utopia, de Ana Maria Magalhães.

Olhos de Ressaca, de Petra Costa, foi eleito o Melhor Curta-Metragem.

O prêmio de Melhor Ator foi para a dupla Chico Diaz e Luiz Carlos Vasconcelos, que protagonizou O Sol do Meio Dia, de Eliane Caffé.

O troféu de Melhor Atriz ficou com Nanda Costa por seu papel em Sonhos Roubados, de Sandra Werneck.

Gero Camilo ficou com o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante pelo trabalho em Hotel Atlântico, de Suzana Amaral.

O diretor Sergio Bianchi e duas mulheres da equipe de Os Inquilinos (Os incomodados que se mudem) levaram prêmios: Melhor Atriz Coadjuvante para Cássia Kiss, e Melhor Roteiro para Beatriz Bracher e Sergio Bianchi.

Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo garantiu o prêmio de Melhor Direção para Marcelo Games e Karim Ainouz, e Melhor Fotografia para Heloísa Passos, também por seu trabalho em O Amor Segundo B. Schianberg, de Beto Brant.

Tamboro, de Sérgio Bernardes, levou o Prêmio Especial de Júri, além de render ao falecido diretor, Joaquim Castro, Ana Costa, Renato Martins e Alexandre Gwaz o prêmio de Melhor Montagem.

Fulvio Stefanini recebeu Menção Honrosa por sua participação em Cabeça a Prêmio, de Marco Ricca.

Veja a lista completa da premiação:

Melhor Longa-Metragem de Ficção: Os Famosos e Os Duendes da Morte, de Esmir Filho

Melhor Longa-Metragem Documentário: Dzi Croquettes, de Tatiana Issa e Raphael Alvarez, e Reidy, A Construção da Utopia, de Ana Maria Magalhães

Melhor Curta-Metragem: Olhos de Ressaca, de Petra Costa

Menção Honrosa: Sildenafil, de Clovis Mello

Melhor Direção: Karim Aïnouz e Marcelo Gomes, por Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo

Melhor Ator: Chico Diaz e Luiz Carlos Vasconcelos, por O Sol do Meio Dia

Melhor Atriz: Nanda Costa, por Sonhos Roubados

Melhor Atriz Coadjuvante: Cássia Kiss, por Os Inquilinos, de Sergio Bianchi

Melhor Ator Coadjuvante: Gero Camilo, por Hotel Atlântico

Melhor Roteiro: Beatriz Bracher, por Os Inquilinos, de Sergio Bianchi

Melhor Montagem: Joaquim Castro, Ana Costa, Renato Martins e Alexandre Gwaz por Tamboro, de Sérgio Bernardes

Melhor Fotografia: Heloísa Passos, por Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo e O Amor Segundo B. Schianberg

Prêmio Especial de Júri: Tamboro, de Sérgio Bernardes

Menção Honrosa: Fulvio Stefanini, por Cabeça a Prêmio

Melhor Longa-Metragem de Ficção de Voto Popular: Sonhos Roubados, de Sandra Werneck

Melhor Longa-Metragem Documentário de Voto Popular: Dzi Croquettes, de Tatiana Issa e Raphael Alvarez

Melhor Curta-Metragem de Voto Popular: Sildenafil, de Clovis Mello

terça-feira, 27 de setembro de 2011

RESUMO DO FESTIVAL DO RIO 2008


O Festival do Rio 2008


De 25 de setembro até nove de outubro de 2008, o Festival do Rio teve mais uma vez a missão de estender um vasto painel do cinema feito hoje no mundo, assim como voltar atenção para os grandes realizadores de todos os tempos. Ao todo, foram cerca de 350 filmes divididos em mais de 20 mostras, com produções de mais de 60 países exibidas em 30 salas espalhadas pela cidade. O público este ano foi de mais de 220 mil espectadores.

Mas não é só de números que é feito o maior festival de cinema da América Latina. O Festival foi palco também das rodadas de negócios para cinema, promovidas pela RioMarket, debates entre diretores e produtores e o público no Cine Encontro, espaço para experimentações de novas tendências, como foi o caso do Cine Móbile Nokia, especialmente preparado para promover produções feitas para celulares, além das exibições de filmes nacionais em lonas culturais com entrada gratuita.

Os Grandes Vencedores Nacionais
Os longas de José Eduardo Belmonte e do estreante Matheus Souza foram os grandes vencedores segundo o Júri Oficial do Festival do Rio e o Júri Popular, respectivamente. Na noite conduzida pelos mestres de cerimônia Leandra Leal e Murilo Rosa, a produção brasiliense Se nada mais der certo levou também o Troféu Redentor de melhor atriz para Caroline Abras, além do Prêmio dos Autores de melhor roteiro. Apenas o Fim, do diretor carioca de apenas 19 anos, recebeu ainda uma menção honrosa do Júri Oficial.

O melhor documentário segundo o Júri do festival foi Estrada real da cachaça, de Pedro Urano, enquanto o Júri Popular escolheu Loki – Arnaldo Batista, de Paulo Henrique Fontenelle, como seu preferido. Outro documentário que saiu vitorioso foi Jards Macalé – Um morcego na porta principal, de Marco Abujamra, co-direção de João Pimentel, ganhador do Prêmio Especial do Juri.

O Troféu Redentor de melhor direção ficou com Matheus Nachtergaele por A Festa da menina morta. Ao subir no palco, o diretor estreante agradeceu cantando a música A Mãe d'Água e a Menina, de Dorival Caymmi. "Apostei que se ganhasse, eu ia cantar", disse Matheus. A Festa da menina morta venceu ainda a categoria de melhor ator pela atuação de Daniel de Oliveira.


O melhor do cinema mundial

Durante os últimos anos, o Festival do Rio ficou conhecido por trazer o melhor do cinema internacional para o Brasil e em 2008 não foi diferente: mais de 60 países estiveram representados no programa do Festival através de aproximadamente 300 filmes. Dos vizinhos da América Latina, o Festival ofereceu ao público 20 filmes que tiveram sua estréia nacional. As mostras internacionais fixas do festival são: Panorama Mundial; Expectativa; Limites e Fronteiras; Mostra Geração; Tesouros da Cinemateca; Dox; Doc Latino; Midnight Movies/ Midnight Songs; Mundo Gay e Pocket Films.

A cada ano, o Festival do Rio se propõe a colocar em destaque a produção de um país em particular. Em 2008, o país em foco foi o Reino Unido, que comemora esse ano 200 anos de relações comerciais com o Brasil. Foram 21 produções britânicas recentes apresentadas durante o festival na mostra Foco Reino Unido. Complementando a mostra, foi exibida uma seleção à parte em homenagem a Derek Jarman, com nove de seus filmes e mais o documentário Derek, de Isaac Julien, sobre a vida e obra do cineasta.

Outras retrospectivas internacionais que integraram o Festival desse ano foram: Fratelli Taviani, que contou com a presença de Paolo Taviani, Arturo Ripstein, que recebeu um prêmio FIPRESCI especial, e Divas Italianas, além de uma mostra especial dedicada aos 100 anos de imigração japonesa. Esta última incluiu os trabalhos recentes de Masahiro Kobayashi, que apresentou cinco de seus filmes em sessões do Festival.

Alguns dos filmes internacionais mais procurados do Festival do Rio 2008 foram: O premiado italiano Gomorra, de Matteo Garrone; o novo filme de Woody Allen, Vicky Cristina Barcelona; o argentino La Leonera, de Pablo Trapero com Rodrigo Santoro; Call Girl,do português António-Pedro Vasconcelos; Queime depois de Ler, o mais recente dos irmãos Coen, e o coreano midnight O Bom, O Mau e o Bizarro, de Kim Jee-Woon, além do documentário norte-americano Gonzo, de Alex Gibney.







segunda-feira, 26 de setembro de 2011

RIO 2010


RIO Mundo Gay 2010
O Mundo Gay coloca nas telas anualmente o universo de filmes gay com poucas chances de chegar ao circuito comercial. Em destaque:
  • O fio (Le Fil), de Mehdi Ben Attia, com atuação da musa Claudia Cardinale
  • Anfetamina (Amphetamine), de Scud, exibido no Festival de Berlim 2010
  • O amor, e basta (L’Amore e Basta), de Stefano Consiglio
  • O aniversário de David (Il Compleanno), de Marco Filiberti, com o modelo brasileiro radicado na Itália, Thyago Alves, ambos exibidos no Festival de Veneza 2009
A descobrir, ainda, o argentino Plano B (Plan B), de Marco Berger, o documentário Casa de ferreiro, espeto de pau (108 Cuchillo de Palo), de Renate Costa, e o imperdível BearCity, de Douglas Langway.

RIO 2009


Mostra Gay
Mais uma vez o universo gay, em toda sua diversidade, é representado em produções premiadas com poucas chances de chegarem ao circuito comercial, ao não ser produções de orçamento medio e independentes como "O Direito de Amar" (A Single Man, com Colin Firth & Julianne Moore).

Dentre alguns dos títulos da Mostra Gay estão Boy, de Auraeus Solito, que narra o relacionamento entre dois jovens filipinos e Fúria, de Kirky Dick, sobre os políticos americanos homossexuais não assumidos que, muitas vezes, se engajam em campanhas contra a comunidade LGBT.

An Englishman in New York, de Richard Laxton, por sua vez, fala sobre o tempo em o escritor inglês Quentin Crisp morou em Nova Iorque. Continuação de The Naked Civil Servant, de 1975, o filme rendeu ao ator John Hurt, que interpretou o escritor nas duas ocasiões, uma homenagem especial no Prêmio Teddy 2009, em Berlim. Também passaram pela capital alemã este ano Ander, de Roberto Castón, da Espanha e Sinos Silenciosos, co-produção entre China e Suíça dirigida por Wu Sheng Feng Ling.

Integrante da mostra Um Certo Olhar, do Festival de Cannes, o português Morrer Como um Homem, de João Pedro Rodrigues, diretor do já exibido O Fantasma, também será apresentado. O filme conta a história de Tonia, transexual veterana de Lisboa, que vê seu posto de estrela ameaçado por uma drag Queen mais jovem. Tem ainda o canadense Árvores com Figos, do diretor John Greyson, que narra a história de dois importantes ativistas do combate à AIDS, misturando material de arquivo com belas imagens surreais.

Mostra GLS Rio 2008

 RIO Mundo Gay 2008
Espaço dedicado a filmes que trazem a diversidade sexual como tema, a mostra Mundo Gay conta este ano com 13 longas em sua programação. Entre documentários e ficções, nacionais e internacionais, a mostra traça um painel de novas impressões e abordagens sobre homossexualidade e outras identidades sexuais.
Um dos destaques desta edição é o americano Bi the Way, documentário que investiga o bissexualismo nos Estados Unidos sob uma ótica social e científica, e conta com depoimentos de Jonathan Caouett, diretor de Tarnation, um dos destaques no Festival do Rio 2005.
Outra promessa é o italiano De repente, o inverno passado (Suddenly, Last Winter). Exibido no Festival de Berlim desse ano, o filme discute a legislação e os direitos de casais homossexuais. Entre as ficções, The Living End: remixado e remasterizado, nova versão do filme de 1992 feita pelo próprio diretor, o consagrado Gregg Araki.
A mostra conta ainda com o divertido islandês Raquela, uma cinderela com algo mais (The Amazing Truth About Queen Raquela) e o brasileiro Rainha, sobre os bastidores do concurso Miss Brasil Gay.
RIO

FESTIVAIS RIO MOSTRA & GLS MIX 2007


RIO 2007 - Os filmes mais vistos

1 Hairspray

2 A prova de morte

3 Piaf - um hino de amor

4 Sombras de Goya

5 A Maldição da Flor Dourada



6 O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford

7 I’m not there

8 4 meses, 3 semanas e 2 dias







9 Maré nossa história de amor














10 Shortbus



O Festival do Rio bateu todos os recordes de público e alcançou 300 mil espectadores em 2007. Aqui - O elenco de TROPA DE ELITE.















Mostra Gay do Festival do Rio 2007

De uma mostra que nasceu de um segmento então considerado um gueto, a Mostra Gay reflete as modificações na imagem do homossexualismo e a maneira como a sociedade – no Brasil e no mundo – trata de questões fundamentais como a diversidade sexual e a multiplicidade cultural.

O indiano, gay e muçulmano Parvez Sharma é assumidamente cineasta. Seu Jihad do amor trata da perseguição a homossexuais em países como o Irã, o Egito e a Turquia. Ele conversou com o site a respeito da sexualidade em sociedades repressivas. “À medida que o islamismo ficava mais radical, estes países do mundo muçulmano adotaram esta tendência de fazer do comportamento homossexual um pecado, um crime”.

Site: Por que você decidiu abordar este tema em sua estréia como cineasta?
Parvez Sharma: Eu próprio sou muçulmano e gay, e tudo na minha vida parecia me guiar para a feitura deste filme. Foi uma questão bastante pessoal, porque eu entendo muito bem o dilema de ser muçulmano e ser gay. O conflito entre religião e homossexualidade é uma questão importante agora. Muitas das batalhas que vemos sendo travadas no mundo tocam na questão da religião. E sinto que este filme é um avanço nesta direção. Então, por conta da minha identidade, criação, cultura, religião, e, acima de tudo, por conta da minha sexualidade e do sistema de crenças onde a religião é o campo de batalha para muitas questões, foi muito natural para eu fazer este filme. Às vezes, um cineasta vai atrás de um assunto para filmar. No meu caso, o filme encontra o cineasta.

Como a homossexualidade é tratada pelas três diferentes religiões na Índia, o islamismo, o budismo e o hinduísmo?
De formas bastante distintas. O hinduísmo tem uma longa tradição de aceitar a homossexualidade e até de celebrá-la em seus templos. Inclusive, por ter uns 10 mil deuses, eles acabavam sendo homossexuais. No islamismo, havia uma tradição de se aceitar a homossexualidade na Índia, porque foi só depois da colonização que a homossexualidade passou a ser condenada. O Islã tem uma história de mais de quatro mil anos, onde nunca houve banimento de relações homossexuais, ao contrário, havia era uma celebração da homossexualidade. Podemos ver isso na poesia de Omar Khayan, no império Otomano e em outros poemas na história do islamismo que relatavam comportamentos sexuais de homens com homens e de mulheres com mulheres. Somente nos últimos 100 anos que os países que foram colonizados por potências ocidentais, como o Reino Unido e a França, herdaram as leis contra o homossexualismo.

O filme acabou de passar no Festival de Toronto, ele ainda não estreou. Mas pretendo lançá-lo em todos os países muçulmanos que eu conseguir. Provavelmente, não será distribuído nos cinemas comerciais. Temos que arranjar um circuito alternativo para exibir o filme em Teerã, por exemplo. No Paquistão, provavelmente, ele não será exibido abertamente, em um festival como o Festival do Rio. Mas a gente vai dar um jeito e vamos levá-lo para os festivais ao redor do mundo e levar nossa mensagem.

Exclusão à argentina





Um dos filmes mais esperados da Mostra Gay este ano, La León estreou na programação sexta 21, à meia-noite, no Estação Botafogo. Uma fila de cinéfilos animados aguardava ansiosamente o começo da sessão, que contou com a presença do diretor Santiago Otheguy. Ele falou com exclusividade ao Festival do Rio.

Pouco antes de a projeção começar, Santiago foi chamado à frente da platéia para apresentar seu primeiro filme. Tímido, falou um pouco sobre a produção: “La León foi filmado no Delta do Paraná, uma zona turística perto de Buenos Aires. Mas o lugar em que filmamos era muito isolado, a cerca de quatro horas de navegação do Delta em si.” Santiago falou também sobre os atores. “Os dois atores principais são grandes profissionais, Jorge Román e Daniel Valenzuela. Os outros são os próprios isleños, moradores da região, que atuavam e depois abriam caminho pelo mato pra gente.” Leia a seguir uma entrevista com Santiago Otheguy.

Como foi a produção de La León?
A produção do filme foi feita em duas partes: La León primeiro foi um curta-metragem que nunca cheguei a editar. Quando mostrei as imagens aos produtores, todo mundo sentiu que tinha potencial para um longa. Um ano depois nós voltamos e filmamos o resto. Isso foi um problema pra continuidade, pois os atores tinham mudado, tinham barba e cabelo diferentes, tinham engordado, tinham emagrecido... Tem a homossexualidade, o problema da identidade, e todo o ódio que se cria... Porque La León não é um filme sobre a homossexualidade. Isso não me interessa muito cinematograficamente. O que me interessa é como os personagens não-homossexuais atacam isso, sem razão. É um mecanismo de exclusão. Recorrem à homossexualidade para estigmatizar.

Qual a importância do Festival do Rio para o cinema latino-americano?
Acho o Festival do Rio o mais importante da América Latina. Não me surpreende o Brasil estar se tornando o centro cultural da América Latina, e vocês falam português! Escrito por Carolina de Assis.

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

GLS MIX BRASIL & FRENCH FILM FESTIVALS NOV/DEZ '07

GLS MIX RIO Rio de Janeiro: NOV 29 - DEZ 06.





QUINTA Mundo Mix-Asia

**Spider Lilies / Ci-Qing (Zero Chou, 2007, Taiwan, 94’) Grande vencedor do prêmio Teddy de melhor ficção no festival de Berlim de 2007.

Takeko, que também tem descendência japonesa e atende pelo apelido Bamboo, possui um salão de tatuagem em Taipei, lugar que é freqüentado pela bela jovem Jade. Esta quer fazer uma tatuagem na forma de uma flor (spider-lily), exatamente como há na parede do salão e no braço de Takeko, que fica reticente em atender seu desejo. Navegando na website da jovem, Takeko descobre que Jade é uma cybersex girl. Mas Bamboo demora a perceber que, na verdade, as duas se conhecem há dez anos, quando Jade, aos 9, já sentira forte atração por ela.
Assumidamente homossexual, o cineasta Zero Chou trabalha aqui pela primeira vez com atores consagrados. Takeko é interpretada pela estonteante Isabella Leong, que nasceu em Macau, enquanto Jade é personificada pela cantora e apresentadora de TV Rainie Yang. Misturando inocência e saliente sexualidade, Chou destaca em especial as cenas de flashback no campo. De resto, Jade avança em seus jogos provocantes na web, Takeko luta contra um forte sentimento de culpa, e há ainda na trama um tímido investigador no encalço de Jade. O título original significa também tatuagem.

Onde CINE PALÁCIO - 29/11 (Quinta) 21h

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Especial Direitos Humanos **Estrelas da Estrada de Ferro/Estrellas de la Línea /Railroad All-Stars (Chema Rodríguez, 2005, Espanha, 90’).


Em 2004, prostitutas da Cidade da Guatemala, que atuam na violenta área de La Línea, ganham pouco em cada programa e trabalham sem qualquer direito. Algumas delas, incluindo lésbicas e Transexuais, decidem formar um time de futebol para experimentar a idéia de união e clamar pelos direitos da mulher. Quando os organizadores da liga em que ingressaram descobrem suas verdadeiras ocupações, o time é expulso, o que gera um verdadeiro frenesi na mídia local. Escrito e dirigido pelo documentarista Chema Rodríguez, que na construção do longa não nega o passado de jornalista. O filme conquistou uma menção especial no Festival de Cinema Espanhol de Málaga e o prêmio Sebastian no festival de San Sebastián, ambos em 2006. Onde CAIXA CULTURAL 29/11 (Quinta) 17:00

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SEXTA **Viva (Anna Biller, 2006, EUA, 120’) O ano é 1972, e a heroína dessa história, Viva (a própria diretora e roteirista Anna Biller), é uma dona de casa entediada, do subúrbio de Los Angeles, que descobre a revolução sexual.


Na busca por amor e aventura, ela aprende rapidamente tudo a respeito de colônias de nudismo, a cena hippie, orgias, posar de modelo, bissexualidade, drogas, sadismo, prostituição e boemia. O filme faz uma detalhada reconstituição da atmosfera lúrida que marcou o advento da era Playboy, quando a publicação de Hugh Hefner repaginou o comportamento da classe média. Mas também explora a situação da mulher nesse contexto, tratando de sua sexualidade e busca por satisfação. Figurino e cenografia entregam-se ao multicolorido em tons quentes e estética ultra-camp, com espaço até para números musicais. Arrebatou o prêmio Bunny de melhor filme no Boston Underground Film Festival, em 2007. Onde RIO DE JANEIRO CAIXA CULTURAL 01/12 (Sexta) – 17:00.


Retrô-Erótico: **"Almôndega de Bofes" (All Male Mash Up by William E. Jones, US '06, 29’).
Este novo trabalho do fotógrafo e cineasta William E. Jones, uma vídeo-instalação, inspira-se em sua carreira paralela na indústria gay de entretenimento. Como reflexo de ter visto centenas de horas de filmes pornô, ele desenvolveu especial fascinação pelas obras marginais: tomadas que mostram paisagens urbanas que revelam épocas, cenas com diálogos irresistivelmente ineptas e close-ups de astros, muitos já mortos. É uma coletânea de cenas-chave de diversos pornôs vintage, material que pode ser visto como um registro de valor inestimável sobre um mundo perdido de erotismo e sociabilidade.


É Sodoma e Gomorra na São Francisco dos anos 70. Onde RIO - CINE GLÓRIA (Sexta) 19h.


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SÁBADO **Bollywood Transsex/Shabnam Mousi (Yogesh Bhardwaj 2005 Índia 150’)
Inspirado num fato real, mas com fortes pinceladas ficcionais e melodramáticas, o personagem central, que dá nome ao título original, é um hijra (eunuco), cuja vida é acompanhada do nascimento até o sucesso marginal como um candidato reformista na política. Há um tempo reverenciados como místicos andróginos do “terceiro sexo”, os hijras continuam por superstição sendo convidados para abençoar recém-nascidos e casamentos, mesmo na Índia moderna. Mas seu status degradou-se em meio à moral cada vez mais ocidentalizada que toma o país. Shabnam foi privado da convivência de seus abastados pais quando hijras que vieram para abençoá-lo ainda bebê descobriram que também ele era hermafrodita.

Quando adulto, Shabnam é injustamente acusado pelo assassinato de sua amada mãe, Halima, que foi acidentalmente morta pelo insidioso líder do clã de eunucos. Ele foge e vai parar numa pequena vila, onde salva uma jovem de estupradores. Esse ato heróico antecede a campanha de Shabnam contra um político do mal. Com os típicos números de canto e dança que caracterizam Bollywood, o filme começa como um chamado por tolerância e se transforma num protesto contra todo tipo de corrupção.
Onde RIO - CAIXA CULTURAL 01/12 (Sábado) 17h.

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DOMINGO **A de Amor/Four Letter Word (Casper Andreas 2007 EUA, 85’).


Entre party boys, viciados em sexo, monógamos e ativistas da causa gay, Manhattan é mais uma vez cenário para uma comédia romântica e muito sexy sobre a difícil arte de encontrar o amor num parceiro desejável. Luke sai quase todas as noites à caça de um homem para a noite. Ele não sabe que dessa vez, ao entrar no bar, ele conhecerá o bofe da sua vida, Stephen. Mas a relação entre eles demora a engrenar: Luke dá bandeira, e Stephen se mostra incomodado. À volta desse casal reticente, personagens em busca de sua verdade.

O ator/garçom Peter muda-se para a casa de seu companheiro Derek; sua chefe Marilyn, dona do restaurante, lida com um casamento iminente e visitas regulares aos Alcoólatras Anônimos; e Zeke, que trabalha com Luke numa sex shop, faz da militância gay e da defesa da monogamia estandartes absolutos. Luke cogita pela primeira vez ser fiel a alguém. E então descobre que Stephen é michê. Luke é interpretado pelo ator e co-roteirista Jesse Archer, que foi esperto o bastante para escrver boas cenas de seu personagem com o machão interpretado por Charlie David. Onde RIO DE JANEIRO CINE PALÁCIO - 02/12 (Domingo) 21h


**Partilha do Amor/Berbagi suami/Love For Share (Nia Di Nata, 2006, Indonésia, 120’).

Três mulheres de classes sociais e etnias diferentes lidam com a mesma questão: a poligamia. Elas enfrentam situações semelhantes, em que precisam dividir sua vida doméstica e o amor de um único homem com diversas outras mulheres. Salma é ginecologista e sempre questionou a moral por trás da poligamia, desejando secretamente que isso não acontecesse em seu casamento. Mas como muçulmana devota, ela aceitou seu destino.


Siti nasceu numa pequena aldeia javanesa e tinha sonhos de melhorar de vida na metropolitana Jacarta. Seus sonhos se estraçalham quando percebe que viver num cortiço da cidade, na casa polígama de seu próprio tio, não a levaria a lugar algum. Ming é garçonete num famoso estabelecimento de Jacarta, e sua juventude e beleza de traços sino-indonésios chamam a atenção. E ela está disposta a tudo para alcançar o estrelato, até mesmo virar uma amante secreta. Foi considerado o melhor filme de ficção no Hawaii International Film Festival de 2006.
Onde RIO DE JANEIRO CAIXA CULTURAL 1 - 02/12 (Domingo) 17h

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SEGUNDA Retrô-Erótico
"V.O." (William E. Jones, 2006, EUA, 59’) Numa variação do que os DJs chamam de “mash-up”, o diretor William E. Jones combina trechos de som de clássicos de língua estrangeira com cenas de filmes pornô gay anteriores a 1985, fazendo escolhas de justaposição baseado na duração, e não no conteúdo.

A combinação aparentemente arbitrária de trechos alcança resultados apropriados e surpreendentes. O longa cria um novo espaço narrativo e paga tributo a uma outra época de vida gay e de cinefilia, pré-Aids e cultura multiplex. As iniciais do título referem-se a “versão original”, filme exibido com som original e legendas, o que é o mais comum no Brasil, mas não nos Estados Unidos e nos países da Europa. O filme inclui diálogos em inglês, finlandês, francês, alemão, português e espanhol.
Onde ??

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TERÇA **Além do Ódio/Au dela de la Haine/Beyond Hatred (Olivier Meyrou, 2005, França, 85’). Esse documentário acompanha a família de François Chenu, homossexual assassinado em 2002 por três skinheads, no caminho ao perdão.

O cineasta Olivier Meyrou (de “Bye Bye Apartheid”) atinge intensa dramaticidade ao intercalar o depoimento dos pais e parentes de Chenu, dos familiares dos assassinos e dos advogados envolvidos no caso. Os atacantes nunca são mostrados, mas os três confessaram que estavam à procura de um árabe para judiar e, na falta, jogaram sua raiva contra François, que se assumiu gay, num parque na cidade de Rheims, França. O filme não se concentra no crime em si, mas no reflexo que este provocou em todas as pessoas envolvidas.

O filme conquistou o prêmio Teddy de melhor documentário no festival de Berlim de 2006. Onde RIO DE JANEIRO CAIXA CULTURAL - 04/12 (Terça) 17h.

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QUARTA Mundo Mix - Asia**O Desabrochar de Oliveros/Ang Pagdadalaga ni Maximo Oliveros/Blossoming of Maximo Oliveros(Auraeus Solito, 2005, Filipinas, 100’).
Este foi o candidato oficial das Filipinas ao Oscar de filme estrangeiro de 2006. Sente só a ousadia: é a história de um pré-adolescente de 12 anos que, vindo de uma família de marginais, apaixona-se perdidamente por um belo policial deManila. Maxi (reparem na impressionante atuação do garoto Nathan Lopez) é o caçula da viúva Paca. Assim como quase todos naquele cortiço, ela sobrevive na ilegalidade, fazendo apostas e vendendo celulares roubados.

Extremamente efeminado, Maxi acaba sendo aceito como uma garota em corpo masculino e abandona a escola para ser “esposa”, cozinhando e limpando para quem quiser. Ele se aproxima do policial novato e viril Victor, que passa a protegê-lo – a relaçãoplatônica entre ambos resvala no romantismo. Mas quando um de seus irmãos mata um estudante durante um roubo frustrado, Maxi vê-se dividido entre amor e família.

O cineasta então estreante Auraeus Solito é fiel à estética neo-realista. Um dos mais premiados filmes GLBT dos últimos anos, conquistou, entre outros: o prêmio Teddy de melhor ficção, a menção especial Urso de Vidro e o Grande Prêmio “Instrumento de Ajuda à Criança” no festival de Berlim de 2006; melhor ficção no Festival Internacional de Cinema Gay & Lésbico de Turim (Itália); melhor primeiro filme no Montréal Film World Festival; prêmio Netpac no festival de Rotterdam; e o troféu Swarowski de melhor filme no Asian First Film Festival. Onde RIO DE JANEIRO CAIXA CULTURAL 05/12 (Quarta) – 13h15.


QUARTA **Gêmeos: a inversão da semelhança/Red Without Blue (Brooke Sebold, Benita Sills, Todd Sills, 2007, EUA, 74’)

Em seu primeiro longa, Brooke Sebold elabora um retrato artístico sobre gênero, identidade e o elo entre gêmeos a despeito de qualquer transformação. Em 1983, nasceram os gêmeos idênticos Mark e Alexander Farley numa pequena cidade de Montana. Os primeiros anos de vida foram ideais para o álbum de família: pais atenciosos, férias perfeitas, um segundo lar à beira de um lago. Mas ao completarem 14 anos, os pais haviam se divorciado, os irmãos assumiram a homossexualidade e tentaram um suicídio conjunto, o que os deixou afastados um do outro por dois anos e meio. Hoje em dia, Mark estuda Artes em São Francisco e Alex vive em Nova York como mulher, de nome Clair.


Delicadas vinhetas, filmes caseiros de insuspeita beleza, fotos de família e cenas experimentais em super-8 comentam a mudança de gêmeos idênticos que agora não são mais tão idênticos assim. Através dos dois, o que se vê é a história da redenção de uma família, que abandona um passado negro e reaviva o presente. Benita, brasileira que morou a vida toda nos EUA, e Todd Sills são os pais de Sebold. O filme colecionou prêmios– entre eles, o prêmio do público nos festivais de Slamdance, Inside Out Toronto LGBT Film Festival e National Queer Arts FF, melhor direção no Silverlake FF e prêmio do júri de melhor documentário no S.Francisco LGBT FF e no Miami Gay & Lesbian FF. Onde RIO-CINE PALÁCIO - 05/12 (Quarta) 19h.


**Poderoso Chefão da Discoteca / The Godfather of Disco(Gene Graham, 2007, EUA, 90’). O nome dele é pouco conhecido ou menos ainda lembrado, mas se não fosse por Mel Cheren, muito da disco music que se herdou dos anos 70 seria diferente.


Assim como o ativismo gay. Mel Cheren é pioneiro, ativista e sobrevivente. Partindo de sua autobiografia, “My Life and the Paradise Garage: Keep on Dancin’”, o documentário resgata a memória de uma figura ímpar e, a partir de sua carreira, traça os primórdios da cultura disco, a contribuição da gravadora West End Records a essa cena, a ascensão da discoteca Paradise Garage, e a resposta desprevenida à epidemia da Aids e seu efeito devastador sobre a comunidade gay e musical. Cheren, o homem por trás da gravadora e da discoteca, tornou-se exemplar lutador contra a Aids usando o poder da música, promovendo eventos como o 24 Hours for Life/LifeBEAT.


Amarrando tudo isso, ouvem-se maravilhas da história da dance music. Entrevistando um who’s who da cena dance (Junior Vasquez, Louis Vega, Tony Humphries e Jellybean Benítez, entre outros), o filme revela os passos que antecederam o fenômeno global em que ela se tornou. Mel Cheren esteve lá, fez de tudo, sobreviveu pra contar e agora continua fazendo de tudo. Gene Graham conquistou o Prêmio de Cineasta Emergente no 25th Minneapolis/St. Paul International Film Festival. Onde RIO-CINE PALÁCIO 04/12 (Quarta) 21h

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QUINTA Panorama Internacional
**Como Ladrões / Comme des Voleurs / Stealth(Lionel Baier, 2006, Suíça, 112’).


Esta é a jornada de autodescoberta de Lionel. Ele é gay, suíço e locutor de rádio, tem um belo e atencioso namorado, pais compreensivos e uma irmã, Lucie, cujos humores dependem de sua gravidez. Ele descobre que seu bisavô paterno foi polonês, o que provoca uma total crise de identidade: Lionel passa a estudar a língua e a desejar os jogadores poloneses de futebol, mesmo sem nada entender do jogo, e acaba até se casando com Ewa, uma imigrante polonesa ilegal. Mas como sua tentativa de reclassificação cultural não dá certo, os irmãos decidem impulsivamente viajar até Varsóvia, deixando para trás uma vida desinteressante. Assim como no romance que está lendo, essa será para Lionel como que uma atribulada aventura ao Velho Oeste.


O diretor, co-roteirista e protagonista Lionel Baier parte de memórias pessoais para realizar o que considera uma “auto-ficção”, uma busca on the road que levou o Prêmio Especial do Júri no Festival Internacional de Cinema de Mannheim-Heidelberg 2006, na Alemanha. Onde CAIXA CULTURAL 06/12 (Quinta) 17h.


**Mundo Maravilhoso das Drags /Drag: not just men in heels (Amir Jaffer, 2007, EUA, 85’) Um retrato íntimo e pessoal de alguns dos transformistas e drag queens mais famosos da cena de São Francisco.


Entre eles, Heklina, fundadora do clube Trannyshack, e Marlena, proprietária do Marlena’s Bar e ex-Imperatriz da Corte Imperial local, sem falar em Wood, uma banda de rock formada por drag kings. Exploram-se as diferentes facetas da cultura drag contemporânea nessa icônica cidade. Além de entreter com performances hilárias e surpreendentes, o documentário também derruba vários conceitos equivocados a respeito de uma das mais fascinantes subculturas da comunidade GLBT. Onde:com o curta 'Caminhada' RIO CAIXA CULTURAL 06/12 (Quinta) – 13h15.


Tributo Dzi Croquettes Retrô-Erótico
**Desbunde Total The Cockettes.
Billy Weber e David Weissman EUA 100’.
À medida que a São Francisco psicodélica dos anos 60 deu lugar à São Francisco gay dos anos 70, surgiu também um grupo de hippies (mulheres, gays e jovens) chamado The Coquettes, que revolucionou a cena com shows antológicos de canto e dança, sempre à meia-noite, no Palace Theater em North Beach. Travestidos de forma fulgurante, maquiados sob toneladas de glitter e concebendo espetáculos de nomes memoráveis (“Tinsel Tarts in a Hot Coma”; “Pearls in Shanghai”), os Coquettes instalaram deliberado caos, com performances anarquistas e sem qualquer definição de gênero sexual. Esse documentário resgata a importância libertária do grupo, relembrando inclusive suas incursões no cinema, como em “Tricia’s Wedding”, uma abusada brincadeira com o casamento real da filha de Richard Nixon, então presidente dos Estados Unidos.


Nele, Tricia foi interpretada por um travesti, e uma Eartha Kitt drag joga LSD no ponche, fazendo com que a festa termine em orgia. Elogiados por nomes como Truman Capote e John Waters, os Coquettes foram precursores de filmes como “The Rocky Horror Picture Show” e do glitter rock defendido por David Bowie e os New York Dolls. O filme ganhou menção de honra como melhor documentário no Festival de Cinema Gay e Lésbico de Nova York, em 2002.
Onde RIO DE JANEIRO CAIXA CULTURAL 2 - 06/12 (Quinta) – 17h15.


**Pink Narcissus (James Bidgood, 1964-1971, EUA, 70’). Por sete anos o fotógrafo de Nova York James Bidgood trabalhou nesse filme rodado em super-8 e 16mm, um poema erótico de visual insuspeito.


Seu pequeno apartamento de Manhattan transformou-se em set de filmagem, que ia se modificando com a inclusão de peças de extremo kitsch. Essa decoração over-camp de Bidgood lembra hoje o trabalho da dupla francesa Pierre & Giles. O michê Pink Narcissus está num quarto de hotel em Times Square à espera de seu próximo cliente. Enquanto isso, entrega-se a uma série de sonhos eróticos em que se vê uma vez participando de uma noite gay das Arábias, em outra posando como heróico toureiro ou ainda como um escravo romano.


Quando o filme estreou nos Estados Unidos em 1971, o nome de Bidgood sequer foi creditado. Foi anunciado como “feito por Anônimo”. Por anos o verdadeiro autor permaneceu desconhecido, apesar de o longa ter assumido caráter cult por sua erótica homo e artística extravagância. Bidgood só revelou a autoria nos anos 90, quando já esquecido e pobre. Afirmou que à época queimara o storyboard original e se afastara do filme quando não lhe permitiram o corte final. Correm lendas de que Andy Warhol ajudou na produção. Bobby Kendall é o pseudônimo que Bidgood deu ao seu namorado modelo, que com ele viveu durante boa parte da filmagem. Repare na presença não-creditada no filme do dramaturgo Charles Ludlam (1943-1987), em papéis diversos como um cego, um pizzaiolo e um dançarino hindu.


O filme ficou por anos em exibição em sessões cult em Paris, e o cineasta John Waters o apresentou em sua série “John Waters Presents Movies That Will Corrupt You”. Este é o único filme de Bidgood. Onde RIO CINE PALÁCIO - 06/12 (Quinta) 21h.

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6º Festival VARILUX de Cinema Francês no RIO

Sexta feira, 09/1115h, 19h, 21h - **A Noiva Perfeita(Prete-moi ta main)França 2007, 90 min, de Eric Lartigan. Com Alain Chabat, Charlotte Gainsbourg e Bernadette Lafont.


17h - **Ao lado da pianista (La torneuse de pages)França, 2005, 85 min, de Denis Dercourt. Com Catherine Frot, Pascal Greggory e Deborah François.


Sábado, 10/1115h, 19h - **A culpa é do Fidel

(La faute à Fidel) França, 2006 99 min, de Julie Gavras. Com Nina Kervel, Julie Depardieu e Stefano Accorsi.


17h, 21h - A Noiva Perfeita



Domingo, 11/1115h, 19h - **Em Paris

(Dans Paris) França, 2006, 92 min, Dir: Chistophe Honoré. Com Roman Duris, Louis Garrel e Joana Preiss.


17h, 21h - A culpa é do Fidel


Segunda feira, 12/1115h, 19h - Ao lado da pianista


17h, 21h - **A quase verdade(La vérité ou presque)França, 2006, 95 min.Dir: Sam Karmann. Com Karin Viard, André Dussolier e François Cluzet.


Terça feira, 13/1115h, 19h - A quase verdade

17h, 21h - **Lírios d’água(La naissance des pieuvres)França, 85 min.Dir: Céline Sciamma. Com Pauline Acquart, Louise Blanchère e Adèle Haenel.


Quarta feira, 14/21h - Em Paris Quinta feira, 15/1115h, 19h - Lírios d’água


Sexta feira, 9 A Quinta 15 de novembro:
**Mon Meilleur Ami França 2006 Duração: 94 minutos, de Patrice Leconte.
Elenco: Daniel Auteuil, Dany Boon, Julie Gayet, Julie Durand, Henri Garcin, Jacques Mathou, Marie Pillet, Élisabeth Bourgine, Audrey Marnay, Philippe Du Janerand e Fabienne Chaudat.


François é um comerciante de antigüidades completamente imerso em seu trabalho. No dia do seu aniversário, sua sócia, Catherine, candidamente lhe diz que ele não tem amigos. Os outros convidados de sua festa concordam. Apaixonado apenas por seus objetos, François não se relaciona emocionalmente com ninguém.


E para comprovar a teoria de seu extremo isolamento, o grupo propõe um desafio: ele deve arrumar um amigo de verdade em apenas 10 dias. Dirigido por de Patrice Leconte (O Marido da Cabeleireira ; Um Homem Meio Esquisito ; A Mulher e o Atirador de Facas ; Confissões Muito Íntimas), Meu Melhor Amigo (Mon Meilleur Ami) é estrelado por Daniel Auteuil, Dany Boon e Julie Gayet. Homepage Oficial: http://www.monmeilleurami-lefilm.com/
Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=ARjysxGUFV0.
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O BANHEIRO DO PAPA, eleito o melhor filme na Mostra de S.PAULO 2007

O longa-metragem O Banheiro do Papa, de Enrique Fernández e César Charlone, ganhou o prêmio de Melhor Filme do Júri da 31ª Mostra Internacional de Cinema São Paulo. O anúncio foi feito na noite desta quinta-feira no Memorial da América Latina.


O Banheiro do Papa é uma co-produção entre Brasil, Uruguai e França. Na trama, os habitantes de uma cidade uruguaia esperam aproveitar a visita do papa João Paulo 2º em 1988 para sair um pouco da pobreza.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Mostra de SP 2007

A Programação da Mostra SP

Central da Mosta no Conjunto Nacional-SP


A organização da 31ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo divulgou a programação completa do evento, que começa sexta-feira 19 e vai até o dia 1 de novembro. Aqui seguem os destaques:

Sexta-feira, 19 de outubro - Os destaques do dia incluem
"Irina Palm" com Marianne Faithful e Miki Manojlovic.

"Cristóvão Colombo, o Enigma" de Manoel de Oliveira, e "Control" sobre a história do Joy Division.

Sábado, 20 de outubro- O documentário chinês "Inútil", de Jia Zhang-ke.



E, o francês "As Testemunhas" de André Téchiné



Domingo, 21 de outubro - "SOS Saúde"...
novo documentário de Michael Moore.

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"I'm Not There", biografia de Bob Dylan.



"Império dos Sonhos" de David Lynch faz a festa dos cinéfilos.


Segunda-feira, 22 de outubro- "Nascido e Criado", do argentino Pablo Trapero, "A Casa de Alice" do brasileiro Chico Teixeira e


"A Última Hora" documentário produzido por Leonardo Di Caprio são destaques do dia.


Terça, 23 de outubro-"Jogo de Cena" do Eduardo Coutinho, "4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias"-Palma de Ouro em Cannes.


e "Glória ao Cineasta!", do japonês Takeshi Kitano.

estão entre os pontos altos do dia.


Quarta-feira, 24 de outubro - "A Viagem do Balão Vermelho", do mestre taiwanês Hou-hsiao Hsien, "Mutum", da brasileira Sandra Kogut, e "O Passado", de Hector Babenco, se sobressaem na programação.

Quinta-feira, 25 de outubro-Dia para ver

"Viagem a Darjeeling" de Wes Anderson.


"O Amor nos Tempos do Cólera" de Mike Newell.



Sexta-feira, 26 de outubro- "Atrizes", dirigido por Valeria Bruni Tedeschi, "Andarilho", documentário do brasileiro Cao Guimarães, e "Deficit", de Gael Garcia Bernal, merecem atenção no dia.

Sábado, 27 de outubro- "Paranoid Park", do americano Gus Van Sant, "Nome Próprio", do brasileiro Murilo Salles, e "Fantasmas", que está na retrospectiva do francês Jean Paul Civeyrac, dão início à segunda semana da Mostra.


Domingo, 28 de outubro - A ousadia marca o dia em filmes como "Senhores do Crime"do David Cronenberg, "Across the Universe" musical com canções dos Beatles e "Go Go Tales" do americano Abel Ferrara.

Segunda-feira, 29 de outubro- "A Retirada", do israelense Amos Gitai.


"Crimes de Autor", parte da retrospectiva do francês Claude Lelouch, e "Estômago", do brasileiro Marcos Jorge, estão entre os destaques.

Terça-feira, 30 de outubro - "Into the Wild" do americano Sean Penn, "O Caminho dos Ingleses" do espanhol Antonio Banderas &



"Caixas", da francesa Jane Birkin, estão entre os filmes dirigidos por atores na Mostra.


Quarta-feira, 31 de outubro - O documentário "Brando", de Mimi Friedman.



"Dol", do curdo Hiner Saleem.
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DEFICIT de Gael García Bernal


e "Redacted", de Brian De Palma, são os pontos altos do dia.


Quinta-feira, 1 de novembro - A Mostra chega ao filme com grandes filmes, como "One + One", de Jean Luc Godard.



"A Amada", de Arnaud Desplechin.

e "Onde os Fracos Não Têm Vez", dos irmãos Coen.

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Os Mais Indicados que NÃO vi no Festival do Rio:

“Angel”, de François Ozon: O diretor surgiu como uma grande promessa do cinema francês e seguiu uma trajetória irregular, tendo como ponto alto filmes como “O Tempo que Resta” e “8 Mulheres”. Em “Angel”, ele constrói um drama de época sobre uma jovem escritora.


“Hana”, de Hirokazu Kore-eda: É o diretor japonês que encantou o público da 28ª Mostra com o filme “Ninguém Pode Saber”, sobre os irmãos que lutam para sobreviver num pequeno apartamento, após serem abandonados. “Hana” fala sobre um jovem samurai que busca vingar a morte do pai.

“O Homem de Londres”, de Béla Tarr: Muitas vezes comparado com a tradição russa formada por diretores como Tarkovsky e Sokurov, o húngaro Béla Tarr espantou o mundo ao apresentar “Satantango”, um épico com duração de sete horas e meia que retrata uma vila durante o pós-comunismo na Hungria. Seu cinema é conhecido por explorar longos e elaborados planos, sempre gravitando entre a melancolia e o humor.


“Import Export”, de Ulrich Seidl: Há inevitavelmente na lista de filmes da Mostra um que causa polêmica e vira burburinho nas filas do evento. Tudo indica que o austríaco “Import Export”, exibido em Cannes este ano, cumpra esse papel. A temática gira em torno de sexo e morte nas vidas de uma enfermeira e um desempregado.


“Onde os Fracos não Têm Vez”, de Joel e Ethan Coen: Novo filme dos irmãos diretores de “Fargo” e “O Homem que não Estava Lá”, marcado para encerrar a mostra. Com um trio de grandes atores –Javier Bardem, Tommy Lee Jones e Woody Harrelson-, a trama é sobre um traficante que encontra no deserto uma maleta cheia de dinheiro.


“Redacted”, de Brian de Palma.





O diretor americano mostra uma faceta pouco comum em sua carreira, consagrada por geniais thrillers, como o recente “A Dália Negra” e o clássico “Vestida para Matar”. Em “Redacted”, ele usa artifícios documentais para abordar a vida de soldados no Iraque.

“Senhores do Crime”, de David Cronenberg: O realizador canadense retoma a parceria com o ator Viggo Mortensen –fizeram juntos “Marcas da Violência”– numa trama que envolve uma parteira e uma organização criminosa russa. Ao perfeito domínio da linguagem cinematográfica, Cronenberg sempre alia o caráter experimental de suas produções.


“Jogo de Cena”, de Eduardo Coutinho: O documentarista aposta na ficção para fazer seu novo filme, “Jogo de Cena”. Após agrupar mulheres num teatro e ouvir as histórias de vida delas, o diretor pede às atrizes consagradas Marília Pêra, Fernanda Torres e Andréa Beltrão encenarem o que foi contado.

“Sombras de Goya”, de Milos Forman: Acostumado a transformar párias sociais ou figuras controversas em heróis de seus filmes, como aconteceu em “Amadeus” e “O Povo contra Larry Flynt”, agora o diretor tcheco Milos Forman busca examinar a vida do pintor espanhol Francisco de Goya em meio à crise política de sua época.


“Não Toque no Machado”, de Jacques Rivette: O diretor francês foi integrante da trupe de críticos que revolucionou o cinema ao criar a Nouvelle Vague, no final dos anos 50. Sua obra é uma das mais singulares e coesas do cinema moderno. Este filme, adaptado de Balzac, ele conta uma arrebatadora e trágica história de amor entre uma nobre e um general.

Mostra SP-Os mais selecionados:

Como escolher o que ver entre os mais de 400 filmes da 31ª? Para ajudar quem está montando uma programação para a maratona, o blog apresenta abaixo uma seleção de longas, excluindo os já mencionados más acima elaborada com ajuda dos críticos da Folha Cássio Starling Carlos, José Geraldo Couto, Pedro Butcher e Sérgio Rizzo. A divisão foi feita em três partes, e repito estou tirando os que aparecem como filmes recomendados anteriormente:


Não percam: "Bamako", de Abderrahmane Sissako"Blind Mountain", de Li Yang"Go Go Tales", de Abel Ferrara "I'm Not There"-Todd Haynes, "Lady Chatterley"- Pascale Ferran,"Sympathy for the Devil" de Jean-Luc Godard,"As Testemunhas", de André Téchiné" e Vocês, os Vivos" de Roy Andersson.

Temos boas referências"Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto", de Sidney Lumet,"Cada um com Seu Cinema", de vários diretores","De Volta à Normandia", de Nicolas Philibert

"Do Outro Lado", de Fatih Akin"Infâncias", de vários diretores.


Também, "A Questão Humana", de Nicolas Klotz"Via Láctea", de Lina Chamie Vale. Apostamos em "Ainda Orangotangos", de Gustavo Spolidoro","Canções de Amor", de Christophe Honoré" e

"Sonhando Acordado"

A vida tímida e corriqueira de Stéphane finalmente dá uma guinada quando sua mãe o convence a voltar para a França, local de sua infância, onde um ótimo emprego aparentemente espera por ele. Dono de uma vívida imaginação, o mundo excêntrico de sonhos de Stéphane ameaça suprimir a vida real. Ele fica desapontado quando o emprego lhe frustra as expectativas.


Mas um novo encontro na forma de sua atraente vizinha, Stéphanie, ajuda-o a superar suas tristezas e, antes do que se espera, ele se apaixona por esta jovem, cuja fantasia é tão grande quanto a dele. Ele se abre sem reservas, dividindo com ela planos, sonhos e projetos e lhe apresentando seu colorido universo. Coisas que antes eram matéria-prima apenas para seus sonhos mais extravagantes agora parecem tornar-se realidade, e ele enxerga um futuro mágico e feliz ao lado de Stéphanie. Mas quando é publicado um calendário com seus desenhos, o que pode alavancar sua carreira, Stéphane tem a impressão que a jovem o está rejeitando. Diretor -Michel Gondry.

Elenco -Gael García Bernal, Charlotte Gainsbourg, Alain Chabat, Miou-Miou, Pierre Vaneck.

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"Casa de Alice" - Chico Teixeira


"Control", de Anton Corbjin. "Fay Grim", de Hal Hartley"Glória ao Cineasta"de Takeshi Kitano "Indo Para Casa"de Zhang Yang" e "Sukiaki Western Django" de Takashi Miike.